Organização e as pessoas que convivem sob o mesmo teto



Na minha publicação anterior escrevi sobre a teoria do caos, padrão de organização dentro de um fenômeno desorganizado, mas que pode causar stress pelo desconforto de se perder o controle da situação.

Hoje, quero abordar exatamente o oposto: a organização extrema!

Há o que tem limite e o que é sem limites. (...)

Vergílio Ferreira


Numa troca de e-mails com Claudia, uma colega de profissão, quando analisamos um vídeo que mostra alguns ambientes perfeitamente organizados, a impressão foi de admiração por ser quase uma “obra de arte”.

No entanto, algumas perguntas vieram à mente: Qual é o limite? Até que ponto a organização pode engessar uma rotina? O relacionamento entre as pessoas que coabitam um lar extremamente organizado é sempre melhorado em função da organização?

Ser feliz no espaço em que se vive e ter a vida fácil em função da ordem são um bom limite, segundo o pensamento de Claudia, para o que estou de pleno acordo. Um ambiente organizado, sem dúvida, melhora em muito a convivência entre os que moram sob o mesmo teto. No entanto, a individualidade deve ser respeitada.

Um casal, pais e filhos, irmãos, pessoas idosas ou amigos morando na mesma casa tem cada um sua característica e seu modo de se organizar. Uns são mais relaxados, outros práticos e alguns metódicos.

Cada situação é particular e única. Então, cabe a todos conversarem sobre suas necessidades e prioridades para que entrem num acordo comum. 


Isso me fez lembrar, no início de minha atividade, quando fui à casa de meus filhos fazer meus laboratórios. Pela liberdade que eu tinha, organizei segundo meu critério. Quando a organização do closet ficou pronta, minha filha “surpresa” comentou que gostara do serviço, mas que tudo “muito organizadinho” não era uma linha que ela gostaria de manter... Meu filho não queria fazer o descarte de algumas coisas que, em minha opinião, eram desnecessárias.

Aprendi, então, como consultora em organizar ambientes, que eu deveria sempre ouvir, analisar e propor um plano de organização baseada no estilo de vida do cliente e sua maneira de ser, e não impor aquilo que eu tenho como parâmetro de uma organização perfeita.

Nos opostos existem seus riscos. Pessoas que não se importam em ter cada coisa no seu devido lugar devem ficar atentas para não se tornarem “acumuladoras”. Aqueles que são meticulosos precisam de limites para não sufocar os que dividem consigo os mesmos ambientes, impondo o extremo: a organização excessiva.

Independentemente de ser ou não organizado, algumas práticas levam em média 10 minutos para serem realizadas e podem ser feitas antes de se deitar, para que no dia seguinte parte do trabalho já esteja em ordem. Não custa experimentar!
Deixe limpo o balcão da pia do banheiro e pendure as toalhas de banho; 
Lave a louça do jantar ou deixa-a na máquina de lavar pratos; 
Guarde pelo menos cinco coisas que estão fora de lugar, seja na sala de estar ou sala de TV; 
Recolha suas roupas e sapatos espalhados pelo quarto.
Algumas pessoas são organizadas e outras não, no entanto, estas podem aprender a se tornar mais organizadas. Contratar os serviços de uma Organizadora Profissional, nessa hora, é uma forma de assimilar as técnicas de organização pessoal ou doméstica, adaptando-as aos outros moradores que vivem na mesma residência. 

Consulte-nos, enviando suas dúvidas! 
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Ari Hollaender - consultoria em Marketing

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