Tempos Modernos

Lendo um artigo do jornal sobre Tecnologia, veio à memória duas séries de desenho que me encantavam na época de sua exibição.



Os Flintstones foi uma série de televisão animada produzida pela Hanna-Barbera de 1960 a 1966. O desenho retrata o cotidiano de uma família de classe média da Idade da Pedra. 





Os Jetsons foi uma série animada de televisão, também produzida pela Hannah-Barbera, de 1962 a 1963. Essa série introduziu no imaginário da maioria das pessoas o que seria o futuro da Humanidade: carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, robôs como criados, e tudo que dá para se imaginar do futuro.
Terminada a leitura da matéria intitulada O Google Glass nos colocará no caminho da domótica? senti uma certa nostalgia porque os Flintstones sempre refletiram pra mim o ideal de cotidiano e os Jetsons representavam a facilidade e o conforto que toda família moderna almejava. No entanto, o futuro que era apresentado nos Jetsons já foi ultrapassado há tempos, ainda mais pelo avanço em outro terreno: a domótica - ramo da robótica, que busca automatizar as atividades domésticas, tais como cuidar das luzes, dos aparelhos eletrônicos, da água, da limpeza, etc.

Hoje temos os smartphones na integração de mídia e vida. Neles é preciso alternar "atenção" e "ação" o tempo todo. Daí, segundo o autor do artigo, o fenômeno dos "zumbis" de celular que andam pelas ruas esbarrando nos outros (mais gente morre hoje nos EUA ao dirigir enviando textos no celular do que por beber e dirigir). E, por aí seguem os avanços tecnológicos em “prol” da Humanidade... 

O difícil é acompanhar toda essa evolução e ficar atualizado!

A quantidade de aparelhos eletrodomésticos, eletrônicos e afins que estão disponíveis e acessíveis é algo formidável – mas ao longo do tempo eles escravizam as pessoas que amontoam dúzias de geringonças, muitas vezes usadas uma única vez ou nunca usadas, porque se mostram ineficazes e trabalhosos para montar - daí acabam ficando espalhadas pela casa, ocupando espaços e tudo vira um caos...

Por mais facilidades que a Tecnologia ofereça, se a organização pessoal estiver descuidada o que foi projetado para auxiliar não terá o efeito desejado. É preciso cuidar do espaço físico para sentir-se confortável e para que este seja funcional.

De nada vale ter equipamentos sofisticados, se tudo estiver amontoado com o manual e a nota de garantia perdidos numa pilha de papéis...

Mesmo que você conserve seus documentos e comprovantes salvos em pendrives, CDs ou arquivo virtual, se não existir um mínimo de ordem, dificilmente você os localizará com rapidez.

Luana Jales, em seu artigo “O mundo descartável e a síndrome de acumulação extrema”, diz que “No ritmo em que vivemos, pode-se dizer que daqui a alguns anos o mundo se dividirá entre dois tipos de pessoas: aquelas que consomem e descartam tudo compulsivamente e aquelas que não se adaptam a esta cultura do efêmero, guardando suas memórias e necessidades, em cada pedaço de matéria que conseguem alcançar.”

A casa é o refúgio físico e psicológico de todos seus habitantes. Portanto, o minimalismo e o desprendimento são a fórmula para uma vida sadia e agradável. Mantendo sua casa organizada somente com o essencial, você aproveita o tempo livre para passar com os familiares e amigos. 


Em tempos modernos, organize-se e viva feliz!

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2 comentários:

  1. Excelente artigo Yolanda. Penso que, pouco resolve termos tanta tecnologia e não conseguirmos organizar nossa vida e principalmente nossos ideais. O acúmulo de objetos tecnológicos está causando um transtorno desorganizado de ansiedade nas pessoas que, na verdade nem sabe para quê e porquê, necessitam estarem conectados a tudo e a todos o tempo todo. A sensação observada é de que,se a pessoa não receber uma mensagem ou uma ligação no seu celular, que fica ligado direto e com olhar atento só para ele, poderá ficar isolada de tudo se não estiver inteirado da última novidade tornando-se um ser inexistente, esquecido e desprezado. Aí que a carência afetiva surge como fator desorganizador desestabilizando o emocional, intelectual, social e a vida na sua praticidade. Quando se tem organização a ansiedade diminui e efetivamente a vida se torna mais saudável.

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    1. Obrigada pelo comentário, Luiza. Você apontou muito bem os problemas emocionais que a modernidade impõe. O que mais me admira é que o que foi projetado para facilitar o dia-a-dia acaba deixando todos sem tempo para quase nada...
      Meu grande abraço.

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Ari Hollaender - consultoria em Marketing

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