A arte de esvaziar

'O pior medo é o medo de viver e a maior desculpa é a de se tornar tão inteligente intelectualmente ao ponto de saber justificar todas as suas zonas de conforto e sequer fazer algo para se levantar.' João Alexandre Borba, coaching

As pessoas não querem dificuldades, não querem se sentir deprimidas, e deixam de fazer reflexões importantíssimas.’ Camille Paglia, escritora

Temos uma visão fragmentada de várias coisas e nenhuma atenção sólida a uma que seja. Uma saída é analógica: anotar prioridades num caderno. Outra é sábia: satisfazer-se com o que tem, sem dispensar o prazer da conquista.’, Daniel Levitin, escritor


Esses são fragmentos de algumas matérias que tenho lido e que vão ao encontro de meu momento atual.

Desses textos, o que mais me chamou a atenção foi ‘A Arte de Esvaziar’, escrito pela jornalista Lúcia Guimarães, que traz uma entrevista com o neurocientista Daniel Levitin, autor do livro A Mente Organizada (será minha próxima leitura). Na sinopse, o escritor ‘desmonta o mito das multitarefas e mostra que descansar a mente libera espaço para as grandes ideias’.

Confesso que me senti aliviada por saber que tem quem defenda que é bom se espalhar na grama e observar o horizonte, do que conferir a tela do celular...

Escrevo isso, porque não tenho conseguido acompanhar e estar presente em todas as redes sociais simultaneamente – isso me tomaria tempo demais conectada à internet – ; ficar atenta ao que acontece no mundo, em detalhes; conferir o que está sendo lançado no mercado sem perder sequer uma novidade; e por aí vai... Chega a me dar angústia!

Acaba virando uma febre (e até ‘obrigação’) o curtir, visitar blogues e sites, comentar, compartilhar, baixar aplicativos, conhecer novas ferramentas de marketing pessoal... Isso tudo para ter visibilidade!

Claro que tem muita coisa interessante na internet, mas às vezes me pego publicando ou vendo vídeos e matérias que pouco agregam, só distraem. E lá se foi minha produtividade!

Segundo a jornalista que entrevistou o neurocientista Daniel Levitin: vivemos uma era de aceleração de fontes de informação, mas nosso cérebro continua com a mesma capacidade fisiológica de enfrentar esse ataque de dados desde o início da história da humanidade. Em 30 anos quintuplicou a quantidade de informação que recebemos a cada dia – seria o equivalente a ler 175 jornais de ponta a ponta diariamente...

Imaginem!

O cérebro precisa ser esvaziado naturalmente. É comum, depois de uma pausa, encontrar a solução para algum problema, que parecia insolúvel. A eficiência em organizar a informação nos torna mais do que produtivos.

O neurocientista entrevistado diz que multitarefas não existem e que isso é um mito! A pessoa pensa que consegue lidar com várias coisas ao mesmo tempo, mas o cérebro experimenta rápidas mudanças de foco, o que resulta numa atenção fragmentada a várias coisas e nenhuma atenção sólida a uma que seja.

De acordo com o neurocientista Daniel Levitin, estudos mostram que o trabalho de quem mantém o foco numa só tarefa é mais criativo, pois estabelece prioridades. Comenta, ainda, que a sobrecarga de informações se estende ao excesso de objetos e defende “uma gaveta de bagunça”. Ele considera o excesso de organização contra produtivo, pois é importante deixar visíveis os objetos que se utiliza com frequência. Sugere que se jogue na “gaveta de bagunça” – aquela que tem objetos de diferentes utilidades – porque é uma forma de economia cognitiva, pois não é preciso classificar tudo...

Bem, sobre a gaveta de bagunças’, só poderei opinar quando ler o livro. Mas, talvez ele tenha razão: às vezes é preciso relaxar, não ser tão rígido com tudo. Ter o necessário, organizado para ser funcional e prático, de acordo com seu modo e estilo de vida.

Terminada a leitura do artigo ‘A Arte de Esvaziar’, lembrei-me de uma mensagem de agradecimento, por ocasião do aniversário de uma conhecida, o seguinte desabafo: Estou me desintoxicando das redes sociais...

E eu acrescentaria: preciso deixar tudo que é tóxico em minha vida, porque senão perco a criatividade e não produzo como gostaria e, principalmente, deixo de contemplar o capim, apreciar o canto de um pássaro, o sol nascendo, a lua cheia aparecendo na linha do horizonte...

A felicidade está em eliminar o excesso de informação e de pertences! 

Leia a entrevista completa, clicando no título: Contemplar o Capim
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Ari Hollaender - consultoria em Marketing

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