Minha história de amor com a organização

Época de final de ano é uma boa ocasião para fazer um balanço: lembrar do que aconteceu de bom; das dificuldades e soluções encontradas; dos projetos que foram realizados e os que ficaram na gaveta; das amizades feitas; das alegrias e frustrações; das perdas inevitáveis e irreparáveis...

Em minha retrospectiva, fui mais longe e resolvi avaliar os três últimos anos. Quanta coisa aconteceu!

Depois de quase 10 anos morando no interior, retornei a São Paulo em 2012, num momento muito delicado e um dos mais tristes de minha vida: o passamento de minha filha caçula. Morei provisoriamente na casa de minha filha mais velha, enquanto aguardava a desocupação de meu apartamento que estava alugado, na época.

Meio perdida e confusa sobre o que fazer, comecei a pensar em voltar para o mercado de trabalho, mais para ocupar a mente e aliviar a dor da perda. Entretanto, eu não via um norte para procurar algo em minha área de formação, pois, durante o tempo que fiquei sem trabalhar fora, fui somente dona de casa, ‘chacreira’ e tinha como hobby publicar apresentações motivacionais, num blogue pessoal. 


Então, comecei a procurar na Internet assuntos relacionados à organização de residências e de mudanças. Isso, porque nos últimos 18 meses eu havia mudado de casa pelo menos 5 vezes... E era o que eu sabia fazer de melhor naquele momento!

Achei alguns vídeos e sites que falavam sobre organização profissional. Depois dessa pesquisa, decidi me inscrever num curso para a formação de Personal Organizer na OZ! Fiquei bem relutante em fazer o curso – adiei uma vez, duas vezes e, na terceira, para não perder o investimento que eu tinha feito, finalmente confirmei minha presença.

Chegado o dia de ir para a primeira etapa do curso, amanheceu chovendo – já fiquei meio desanimada. Mas, me vesti e, antes de pegar o carro na garagem, fui levar meu cachorrinho pra passear, como de costume. Distraída, tropecei e caí. Machuquei o joelho e os pulsos. Voltei morrendo de dor pra casa. Fiz a assepsia necessária e um curativo.

Nessa altura, pensei em desistir de ir ao curso, mais uma vez – parecia que tudo conspirava contra – chorava de dor e de raiva. Pensei no dinheiro gasto. Eu não poderia cancelar outra vez – não tinha sido barato!! Resolvi ir.

Ao chegar na sala de aula, percebi que a grande maioria dos que estavam no curso, tinha boa formação acadêmica. Foi uma grande surpresa! Isso me deixou mais animada.

Já no curso, numa dinâmica que a instrutora propôs, houve um rodízio entre os participantes. 

Permaneci no meu lugar, lendo a apostila. Percebi que alguém se aproximava de mim para sentar ao meu lado, e comecei a olhar de baixo para cima, e me chamou a atenção: ela usava tênis, calça jeans, agasalho com capuz da GAP, na cor cinza e letras na cor rosa, tinha cabelos longos na cor castanho escuro, pele clara, olhos castanhos...

Por quê me lembro desses detalhes? Porque fiquei atônita com a cena que eu via. A moça estava vestida com o mesmo tipo de roupa que minha saudosa filha usava – principalmente o agasalho: o mesmo modelo e cor!

Não bastasse isso, olhei para o crachá e vi escrito: Aline. Foi demais! Me emocionei e contei pra moça que acabara de sentar ao meu lado, pedindo que ela não se impressionasse com a coincidência de fatos. Perguntei a idade dela, ao que ela me respondeu: 31 anos – a idade de minha saudosa Aline! 


Como eu conseguia entender tudo aquilo? Eu não queria chorar - e a vontade era de sair correndo, tentando compreender o que é que eu estava fazendo naquele lugar e porque eu estava passando por aquilo...

Refeita do susto, fazendo um esforço enorme para continuar a assistir a aula, concluí que eu devia prestar atenção àqueles sinais. A moça, parecida com minha amada filha, era um anjo, só podia ser!

Aí que minha história de amor com a organização começa!

Claro que tive momentos de desânimo, mas enfrentei os medos e as frustrações. Minha experiência profissional, até então, era com trabalho formal. Tinha pouca habilidade como autônoma. Levei 6 meses para começar a fazer meus laboratórios, criei um blogue profissional e me lancei como Profissional de Organização. Participei como ouvinte de alguns workshops de organização  – quando, num deles, encontrei uma das participantes daquele curso feito na OZ. Algum tempo depois, nós duas, com o incentivo e ajuda de meu filho, organizamos, no salão do prédio onde eu morava, o 1º Encontro de Profissionais de Organização – encontro informal de POs, inédito na região até aquele momento.

E, assim, fui traçando meu caminho no mercado de organização.

Oportunidades foram surgindo. Tornei-me sócio fundadora da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade – ANPOP.

Pela 3ª vez, faço parte da equipe organizadora de mais uma edição do Personal Organizer Brasil, evento voltado ao profissional e segmento de organização.

Tenho desenvolvido projetos em parceria com outros profissionais.

Dentre esses projetos, o mais significativo para mim é o ‘Olhar para o Desorganizado Crônico’.

Sou a idealizadora, em parceria com uma amiga psicóloga clínica, da Oficina de Suporte aos Problemas de Desorganização e Busca de Soluções, onde pessoas que se acham desorganizadas são recebidas para falarem de seus problemas, num ambiente amigável, sem sentir vergonha da situação em que se encontram. Oferecemos sessões de sensibilização para que as pessoas com esse problema entendam que a organização melhora a qualidade de vida pessoal e emocional. Acreditamos que Psicologia e Organização devem caminhar juntas, nessa situação.


Tenho, também, participado de Seminários e Encontros, promovidos pelos SUS, que aborda com muita seriedade o problema do Transtorno de Acumulação – um problema de saúde pública que vem preocupando as redes de atendimento.


Outros projetos em parceria com a amiga psicóloga estão sendo colocados em prática, como por exemplo: ‘Um novo olhar sobre a Envelhescência’ – mas isto é tema para outra postagem!

Por acreditar que SUCESSO É APRENDER, SEMPRE, continuo fazendo cursos de aprimoramento e lendo livros sobre organização. Afinal, amor pela arte de organizar é isso: empenho, trabalho, cuidado e um forte compromisso diário.

Esta é minha História de Superação e, por que não dizer: de Sucesso, também!?
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Ari Hollaender - consultoria em Marketing

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