Adquirindo Controle sobre a Desorganização

Quer resolver seu problema com a desorganização e não sabe como?

A psicóloga clínica Deborah Williamson Passos e eu, Yolanda Hollaender, consultora em organização, fazemos atendimento às pessoas desorganizadas.

Deborah e eu, em parceria com a Casa 3, faremos uma oficina voltada às pessoas que tem muita dificuldade em se organizar e que buscam soluções.

Foto de Yolanda Hollaender e Deborah Williamson Passos

Estamos formando um grupo com os que enfrentam a desorganização, para um novo formato de Oficina, aplicada em duas etapas, na qual iremos trabalhar da conscientização do problema até o desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento da desorganização.

Nosso fundamento para esta Oficina tem sido baseado em nosso conhecimento e experiência com clientes cronicamente desorganizados e, também, no método desenvolvido por David F. Tolin, Randy e Gail Stekette, pesquisadores americanos que trabalham com acumuladores e que desenvolveram um bom material para ajudar na mudança de comportamento dessas pessoas.

Esta iniciativa é para pessoas que estão bastante desorganizadas e não conseguem lidar com o problema sozinhas. Procuram ajuda para enfrentar o caos que tomou conta de suas vidas e para ter controle sobre a desorganização.

Se você quer melhorar o nível de desorganização que tomou conta de sua vida, esta Oficina é para você!


'Mudança de atitude requer verdadeira consciência do problema, motivação e estratégias.' 

Essa é nossa proposta.


Veja como será a Oficina Adquirindo Controle sobre a Desorganização!

A Oficina é dividida em 2 blocos.

Cada bloco terá 6 encontros semanais de 2hs cada. Esses encontros serão presenciais.

Cada bloco tem o valor de R$620,00 por participante.

Como chegamos a esse valor?
    
Uma sessão de terapia está custando entre R$180,00 a R$220,00. Uma hora de consultoria em organização está na faixa entre R$120,00 e R$150,00. A Oficina terá + de 12 horas presenciais, sem contar todo o preparo antecipado dos encontros, o que daria um total de R$3.600,00 (considerando o valor mais baixo de cada especialidade), se cobrado individualmente.

Portanto, o custo da Oficina sai somente 20% do valor que seria para ter os 2 serviços.


logo da Casa 3
Além do que, o mais importante, é que você estará desenvolvendo suas próprias habilidades, diminuindo a necessidade da contratação de terceiros. Vale o investimento!

Faça já sua PRÉ-INSCRIÇÃO e garanta sua vaga, porque a turma é limitada. 

Uma nova turma está programada para início em setembro, às terças-feiras, das 19h30 às 21h30, na casa 3, Rua Vicente da Costa, 174 - Ipiranga - São Paulo - SP.

Leia outra publicação em que explicamos mais sobre a Oficina Adquirindo Controle sobre a Desorganização, ou clicando na imagem: 

Moça desesperada com a desorganização que tomou conta de sua vida


Precisando de outras informações, escreva para: suporte@desorganizacao.com.br 
Meu forte abraço,
Yolanda Hollaender

Sócio fundadora da ANPOP e membro do ICD

Síndrome da Bagunça


Uma casa tem que ter acolhimento. Não tem que parecer uma loja de decoração, mas deve revelar tranquilidade para seu descanso, incentivo para sua criatividade e reflexo do que você deseja para sua saúde. Tudo em nossa casa revela um pouco de nosso jeito de ser, de pensar, de sentir e de nos relacionar’.

Replico aqui a publicação da autora desta frase, a amiga escritora e psicóloga Luiza Gozuen. Entenda a síndrome e como lidar com a bagunça!

Imagem de um quarto com a cama e chão abarrotados de roupas espalhadas

Quando entramos na casa de uma pessoa pela primeira vez, o cheiro do ambiente já nos transmite uma sensação de agradabilidade ou de incômodo. Para muitos, o cheiro de guardado e ar abafado pode até despertar lembranças desagradáveis, desconforto e até alergia. Isso porque nosso cérebro retém os acontecimentos marcantes de nossa vida. A memória seletiva, de maneira instantânea, traz à tona o que guardamos, tanto os bons momentos quanto os maus momentos, e se aquele cheiro remete a uma situação desagradável iremos associar aquele ambiente a alguma coisa que nos incomoda, e isso é inconsciente, na hora não nos damos conta, apenas sentimos e registramos.

imagem com tudo sobre um sofá, espalhado pelo chão

Outra situação é um local cheio de coisas amontoadas em cima do sofá, uma mesa repleta de objetos e papéis, uma pia cheia de louças sujas ou um quarto onde tudo está sobre a cama, espalhado pelo chão ou jogado dentro do armário. 


A desordem pode refletir inquietações, angústias e frustrações não resolvidas, porém a organização em excesso, sem um só grão de poeira, um objeto fora da posição ou a franja do tapete desarrumada, pode também camuflar uma situação obsessão, de desalinho consigo mesmo e que precisa de maneira inconsciente, limpar e arrumar tudo para não ficar "sufocado" com a sensação de estar se sentindo - "sujo" ou "imperfeito".

O psicólogo suíço Jean Piaget definiu e descreveu as etapas do desenvolvimento cognitivo dos seres humanos, em estudos e observações feitas através do comportamento de seus próprios filhos e pacientes, mas era completamente incapaz de organizar o seu próprio escritório, no qual parecia estar sendo engolido por pilhas de livros e relatórios.

Quando questionado a esse respeito, ele explicou com um pensamento de Henri Bergson (Filósofo francês) que dizia: "Não existe a desordem, mas sim dois tipos de ordem, a geométrica e a vital". E completou. A minha é claramente vital.

Conclui-se que, algumas pessoas têm a necessidade de estarem envolvidas por muitas questões e anotações como forma de se sentirem vivas e úteis, mas não perdem o foco do que estão fazendo e sabem exatamente onde tudo está. Apenas não se importam com a ordem no sentido de conforto, porém ela existe como ordem efetiva e produtiva.  

O mesmo acontecia com Einstein, que anotava fórmulas imensas num quadro e depois continuava com suas anotações e estudos até que quando finalmente conseguia dormir, não descansava a mente, continuava pensando e levantava para anotar o que tinha acabado de sonhar, ou seja, mais fórmulas. Porém na pilha de material que estudava e anotava tinha uma organização pessoal e uma sequência lógica no raciocínio de como continuava sua linha de pensamento. Para ele essa "fórmula" funcionava. 

Organizadores e Empilhadores

Organizadores são pessoas com pensamentos claros, organizados e decididos. Eles possuem muitos documentos e objetos em sua casa, mas vivem com praticidade, ou seja, selecionam os documentos por assuntos e os coloca em envelopes ou pastas de cores diferentes; etiquetados de acordo com assuntos, vencimentos ou se já foram pagos; são datados caso seja preciso guarda-los por mais um tempo e os guarda num armário fechado de fácil acesso.

Quanto aos objetos, têm apenas o que necessitam. Não compram tudo que veem - mesmo que esteja em promoção - e cada objeto está no local certo para sua funcionalidade. Se estragou e não funciona mais, descarta. Não guardam coisas que sabem que não vão mais usar, pois não irão levar para consertar. Suas roupas combinam com seu estilo. Não compram nada apenas por estarem na "moda" ou porque na revista ficou bonito na modelo. Lembre-se - Você não é modelo. Se comprar o que não fica bem em você, será mais uma tranqueira a entulhar seu guarda-roupas.

Imagem de uma moça com vários papeis sobre a mesa

Empilhadores são pessoas geralmente agitadas, que fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Têm também muitos documentos e objetos, mas quando precisam achar um deles, sai a procura em meio a uma tonelada de papéis empilhados de qualquer jeito e, na insatisfação e obrigação de ter que procurar, espalha tudo sobre a mesa e no chão na tentativa de localizar o que precisam (normalmente com urgência, porque esse também é um traço da pessoa bagunceira- deixar tudo pra última hora e muitas vezes nem consegue realizar porque perde o prazo ou não sabe onde guardou o documento). E, muitas vezes se perdem diante de tanta informação e documento. 

Começam procurando um documento e quando veem, se distraem quando acham outro documento que precisou há tempos atrás e só agora achou. Acabam então, se envolvendo com outras anotações que remetem a lembranças passadas e com isso o tempo passa e desistem de localizar o que estavam procurando. Aí junta tudo de qualquer jeito coloca de volta na caixa, fecha sem organizar e sem achar o que procurava.

Quanto aos objetos, acumulam coisas que não sabem nem porque comprou. Inutilidades e tranqueiras sem necessidade, muitas vezes ainda sem abrir a embalagem. Roupas de festa, sendo que nunca usa, sem contar que a quantidade de roupas que têm é tanta que não cabem no armário e ainda comentam "não tenho roupas". Fica um tanto de roupas amontoadas num canto, algumas ainda com etiquetas, esperando para consertar - na tentativa de um dia servir ou voltar a "moda". Se fizerem uma seleção categórica, irão constatar que no máximo 20 peças são de seu uso, o resto é entulho que precisa ser descartado.

Ambiente de trabalho

imagem de mesa de trabalho bagunçada e arquivo organizado
O local de trabalho não precisa ter decoração cara, mas na impede se você tiver bom gosto de condições financeira para isso. Porém, o que importa é que seja um local limpo, arejado, organizado, sem caixas empilhadas, sem nada sobre as cadeiras e com sua mesa de trabalho em ordem para produzir o que você irá fazer naquele dia. Coloque tudo em pastas de cores diferentes para facilitar a localização. 

Nos armários ou fichários, deixe tudo por ordem alfabética e cada gaveta por data. O que não estiver usando coloque em armários fechados ou estantes com tudo selecionado.

imagem de cozinha e lavanderia em ordem
Já em sua casa, não deixe nada em cima de guarda-roupas nem embaixo das camas. Arrume seus sapatos limpos numa sapateira fechada com apenas os pares que você usa. Na cozinha, organize sua pia, lave as louças e guarde-as. Faça o mesmo na sua área de serviço. Isso facilitará seu trabalho, irá render seu tempo e se sentirá descansada porque ver bagunça cansa a mente e faz com que você não tenha ânimo para nada.

Arrume tudo antes de sair de casa - acorde mais cedo e organize tudo. Tente chegar em sua casa sem ter nada espalhado pelo corredor. Se chegar com uma visita ela sentirá confortável em  sua sala linda como você gosta - porque sei que você gosta dela linda- Essa sensação de ordem é insubstituível, ou seja irá trazer um orgulho para você mesma e uma satisfação interna que aquele monte de guloseimas que você comeu na noite passada e que deixou largado na mesinha da sala e na pia, nunca lhe deram.

Casa com crianças, animais de estimação, ou muitas pessoas morando no mesmo ambiente

Algumas pessoas não se incomodam com brinquedos espalhados, pratos e copos sujos na sala ou animais sobre as camas e até acomodados em cima da mesa de jantar ou nos armários. Eventualmente, isso pode acontecer  quando moram muitas pessoas na casa, trabalham fora e o tempo para a organização é corrido sem que se tenha outra pessoa para organizar e guardar tudo, mas quando essa situação se torna rotina o acúmulo de bagunça pode sinalizar um sintoma disfuncional desses moradores e nem sempre será apenas desorganização, mas vai além, pode revelar traços  de transtornos de personalidades em conflito, depressão, baixa autoestima, estresse, desmotivação para a vida e, raramente será por condição econômica pois pobreza não significa sujeira nem bagunça 

Coisas inúteis guardadas

imagem de objetos espalhados sem categoria
Para o pesquisador David Tolin, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, em estudo sobre o funcionamento do cérebro da pessoa que acumula coisas que não lhe são úteis, como sendo uma necessidade compulsiva de adquirir objetos e a incapacidade de descartar o que não é mais utilizável- e até de descartar o lixo diário - junto com uma desorganização debilitante.

Acumuladores mostraram que quando submetidos a Ressonância Magnética, o cérebro tinha funcionamento diferente quanto a estímulos recebidos bem como de avaliar os riscos iminentes de saúde e dificuldade nas decisões emocionais.

Acumulador não ama o que têm, porque muitas vezes nem sabe que têm. É uma necessidade de juntar, de ter, para satisfazer um vazio existencial. Coloca nos objetos sua salvação, que podem lhes ajudar em algum momento e dar a satisfação que procuram. 

Complexo de Inferioridade 

imagem de uma moça com muitas sacolas de compras
Uma outra situação é a pessoa comprar coisas que não vai usar, que não combinam com ela ou com sua casa e até com valor acima de sua capacidade de pagar, apenas para uma satisfação interna de se comparar com outra pessoa e mostrar aos outros que podem ter e que não é inferior a ninguém. Tem ainda, aquelas pessoas que fazem doação de objetos para instituições, não como um ato nobre, mas com sentimento de que são coisas para gente que, em seu íntimo os vê como coitados e dignos de dó, e ao doar sua sensação de satisfação, muitas vezes inconsciente  é de que está em melhor situação que o outro, mesmo que a intenção a princípio era de ajudar.

Sentir-se realizada saindo com montanha de sacolas nas mãos para demonstrar "é tudo meu".

Isso é Complexo de Inferioridade - um transtorno tão sério quanto o de Acumulador, só que aqui a pessoa enaltece a ela mesma.

No complexo de inferioridade, a pessoa adquire coisas, sem necessidade e depois - ou guarda por anos como um troféu, como forma de afirmação pessoal e de status aparente, ou descarta no lixo ou como doação, para se sentir confortável, com a sensação "posso ter e posso doar".

Casa de vó 

imagem de criança com vários brinquedos espalhados


É diferente quando se chega na casa da vó, onde tudo está disponível para a brincadeira e para se sentir à vontade. Isso traz conforto, liberdade de ação e alívio da vida cotidiana, porém é uma situação momentânea, onde aqui a intenção é deixar que as crianças e mesmo os adultos fiquem descontraídos, brinquem, relaxem, conversem, comam todos juntos àquela bela comidinha da vó e depois tudo isso tenha seu equilíbrio de volta, onde todos ajudam, guardam e limpem tudo para a vida que retoma. 



Por que guardar coisas e roupas que não vai usar? Liberte-se!

Por que ter um ou mais cadernos de receitas cheio de páginas soltas, papéis anotados e rótulos de receitas dentro, se você nunca fez nada, nem vai fazer. Conscientize-se!

Por que comprar eletrodomésticos inúteis se você não gosta de cozinhar? Seja prática!

Por que guardar cadernos de infância ou agendas de anos anteriores? Organize-se!

Por que guardar brinquedos das crianças se seus filhos já são adultos? Acorda para a vida!

Por que guardar bilhetinhos e presentinhos de alguém que te traiu? Livre-se disso!

Por que guardar todas as mensagens que recebe durante o dia no seu celular? Apague! 

Por que não se amar como você merece? Pense nisso!

"Nosso corpo é uma máquina complexa e perfeita e o Criador a mantém em perfeita ordem, mas para nossa felicidade precisamos de pouca coisa e isso só depende de nós". (Luiza Gosuen

A publicação original está no blog de Luiza Gozuen: Transtornos Psicológicos & Saúde Mental

Você também pode gostar de minha postagem: Síndrome de Acumulação!
Meu forte abraço,
Yolanda Hollaender
Sócio fundadora da ANPOP e membro do ICD

Por trás dos bastidores da Organização


Eu, como Consultora de Organização, com foco em Desorganização Crônica, tive o privilégio de ser convidada para um projeto da TV Record, juntamente com a psicóloga com que faço parceria na Oficina de Suporte aos Problemas de Desorganização, e mais 11 competentes Profissionais de Organização, dedicadas e comprometidas em ajudar no desafio que nos foi proposto: organizar a casa de uma celebridade do mundo musical.

Foto das Profissionais de Organização que participaram da organização na casa da cantora Perla


Uma indicação, um telefonema, uma reunião, a seleção de uma boa equipe e um grande desafio pela frente... 

Esse foi o cenário de quase 10 dias, desde que a simpática Talita Melo indicou meu nome e o da psicóloga Deborah Passos para a Produção do Domingo Show, avisando que a pauta seria sobre distúrbio de acúmulo e o projeto envolveria a transformação da casa de uma pessoa famosa. 

Até então, não sabíamos quem era a personagem, até que assistimos ao programa em que apareceu a cantora Perla contando sua história e abrindo as portas de sua residência ao apresentador do Programa Domingo Show. 


Fotos de Uma indicação, um telefonema, uma reunião, a seleção de uma boa equipe e um grande desafio pela frente...   Esse foi o cenário de quase 10 dias, desde que a simpática Talita Melo indicou meu nome e o da psicóloga Deborah Passos para a Produção do Domingo Show, avisando que a pauta seria sobre distúrbio de acúmulo e o projeto envolveria a transformação da casa de uma pessoa famosa.   Até então, não sabíamos quem era a personagem, até que assistimos ao programa em que apareceu a cantora Perla contando sua história e abrindo as portas de sua residência ao apresentador do Programa Domingo Show.


Depois de conversar com a psicóloga Deborah Passos, com que faço parceria no atendimento às pessoas cronicamente desorganizadas, pela imagens mostradas naquele episódio do Domingo Show, percebemos o acúmulo acompanhado de um quadro de depressão, o que foi confirmado pelo apresentador. 

Deborah e eu resolvemos aceitar o convite e fomos para a reunião com os diretores para apresentar nossa forma de trabalho, explicar qual é o foco de nosso atendimento e entender qual era a proposta do programa. Isso foi numa segunda-feira. Feito isto, nos deram somente 8 dias para sensibilizar a cantora Perla, cuja história tinha ido ao ar no domingo anterior, e organizar os 6 cômodos da casa que estavam abarrotados de objetos espalhados e misturados em todos os ambientes. Seria um trabalho desafiador, num curto espaço de tempo!

A recomendação dos diretores do programa foi a de que o foco era somente a organização em si, sem possibilidade para reforma ou consertos - somente deveria ser tirado tudo o que estava em excesso, aproveitando os móveis que estavam na casa para, então, organizar os espaços.

Sabíamos que não era tão simples assim. Estávamos lidando com uma acumuladora. A psicóloga e eu concluímos que não seria tarefa fácil, porque certamente existiriam muitos apegos, medo de que mexessem em suas coisas, desconfiança de que seus pertences seriam jogados fora. Haveria muita resistência pela frente.  Concordamos com os termos e aceitamos o desafio!

Lancei o convite no Grupo de Estudos que Deborah e eu promovemos a cada 2 meses com + de 20 profissionais de organização. A maior dificuldade era a disponibilidade integral de todas que se interessaram pelo projeto, Ao mesmo tempo, fui contatando outras profissionais fora do grupo e a equipe foi formada com 12 integrantes.

Elaborei algumas diretrizes para que o trabalho fluísse com leveza. Todas as profissionais que levantaram as mãos e se empenharam em participar do projeto que a TV Record propôs estavam muito animadas e comprometidas com o trabalho. 

Uma Van foi contratada para nos levar até a casa da cantora Perla. No trajeto, muito expectativa e trocas de informações sobre o trabalho que viria pela frente. E, claro, momentos de descontração!

Antes de entrar na casa da cantora, nos reunimos do lado de fora para distribuir as tarefas de acordo com a experiência de cada uma e as equipes foram divididas. Eram 6 ambientes que deveriam ser esvaziados e reorganizados. 

Depois de termos sido apresentadas para Perla, visitamos os espaços e cada equipe começou seu trabalho - no meio do caos tentávamos imprimir uma ordem para que a organização pudesse acontecer. .  E, assim, foram os 8 dias de trabalho, período em que separamos os objetos, categorizamos e organizamos. 

A cantora Perla participou do processo e, em alguns momentos, se recolhia em seu quarto porque ficava difícil tomar decisões sobre o que ficava e o que seria tirado de dentro da casa - demostrava estresse, incômodo e resistência. Claramente aparentava um quadro de Transtorno de Acumulação - em vários momentos, a psicóloga Deborah acompanhou o processo procurando mensurar o nível de pressão que a cantora poderia aguentar, dando o suporte necessário, enquanto a equipe de profissionais de organização começava a mexer em seus pertences.  Prometemos à cantora que nada seria jogado fora, sem que ela autorizasse e o que não cabia na casa seria acondicionado em caixas, etiquetadas informando o conteúdo, para que ela analisasse num outro momento. 

A cantora Perla nos recebeu muito bem, nos chamava de 'Perlitas' e confiou em nosso trabalho. Sentou conosco para lanchar e contou de sua trajetória - Perla é uma pessoa muito amorosa e divertida! 

Na parte de organização tudo o que estava espalhado pela casa foi separado, categorizado e encaixotado os objetos que ficariam fora da casa. Entrou a equipe de limpeza e, depois, as profissionais para organizar todos os ambientes: sala de música, sala principal, atelier, cozinha, quarto da artista (uma espécie de camarim com todos os figurinos que Perla usou durante sua carreira) e banheiro. O resultado ficou muito bom! 

Na casa da cantora estavam sua neta, neto-genro e bisneto (uma graça de bebê!), que nos acolheram bem e nos ajudaram em alguns momentos do processo.  

Os diretores, produtores, cinegrafistas, contra-regras da TV Record, equipe de limpeza, piscineiro, jardineiro e outros auxiliares foram todos atenciosos e o trabalho fluiu muito bem. Agradeço a oportunidade de estar junto de todos nessa missão humanitária.

O resultado foi o que apareceu no Programa Domingo Show, do dia 10 de junho. Um lugar com menos coisas, mais fácil de transitar entre os cômodos e, principalmente, todos os espaços internos da casa organizados.

Imagens dos Ambientes organizados na casa de Perla

Agradeço de coração as profissionais de organização extraordinárias que colaboraram para que esse projeto pudesse ser realizado com êxito. Todas dedicaram boa parte de seu tempo, doando horas em trabalho e experiência nesse projeto social. A finalização de como ficou a casa é mérito de todas! 

Foram estas as Integrantes da equipe: 

1. Alyne Canto - @dycantoconsultoria
2. Ana Paula Claudino - @apcorganizer
3. Cris Cabral - @criscabralorganizer
4. Cris Correia - @criscorreiaorganizer
5. Liliane Aragão- @lilianearaghao
6. Marina Bombardi - @marinaorganiza 
7. Patrícia Peixoto - @atelierdeorganizacao
8. Polyana Mirella - @polyanamirellaorganizer
9. Sheila Procópio - @sheilaprocopioorganizer
10. Suzana Barbeito - @suzanabarbeito
11. Valéria Quito - @organizacomigo
12. Yolanda Hollaender - @yolanda_hollaender 

Psicóloga Parceira: Deborah Williamson Passos

No final das gravações, a cantora Perla, com seu novo e belo visual, fez um show exclusivo para os presentes. Ao ouvir 'Índia' me emocionei, porque ali estava uma pessoa renovada e feliz, fazendo o que ama: cantar!  

Este trabalho ficará eternizado em minha memória. Ajudar uma pessoa em sofrimento e ver sua transformação é o que há de mais gratificante na vida. Missão cumprida e alma lavada. 

Acompanhe o programa, na integra, através dos links:




Personal Photo Organizing, conhece?


Se você tem fotos que marcaram momentos felizes, grandiosos e importantes em sua vida, mas estão espalhadas pelas gavetas, em caixas ou todas juntas e misturadas no Smartphone ou computador, não se desespere! Existe um novo serviço: Personal Photo Organizing, que é a organização personalizada de fotos impressas ou digitais e muito mais...  

Imagem de várias fotos misturadas
Banco de Imagens Pxhere
Nenhuma outra forma de expressão artística é tão contundente, tão profunda, tão exata, tão crua, ou tão emotiva como uma fotografia. Convertam-se em biógrafos das imagens de sua vida!” (F.Sáinz)

Foi no dia 19 de agosto de 1839 que a fotografia foi anunciada ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, consagrando o daguerreótipo (aparelho que leva o nome do inventor), processo desenvolvido pelo francês Louis M. Daguérre, que consistia numa película de prata pura sobre o cobre e que registrava a imagem capturada numa câmara escura.

A Fotografia ou o retrato são as marcas do passado que foram congeladas no tempo, e que nos dá hoje o privilégio de mostrar tudo aquilo que ficou registrado na nossa memória através de uma foto ou retrato, como queiram.

A magia da fotografia é isso: registra um passado com sua história. Um instante de tempo congelado na memória.

O fotógrafo profissional faz um número considerável de disparos com sua máquina fotográfica e seleciona a que mais se destaca, tanto pela originalidade e beleza, como pelo momento exato e único.

Retratos com histórias é uma sequência de fotos em branco e preto de celebridades em ocasiões especiais, acompanhas de um comentário do fotógrafo Eduardo Gageiro

Deleite-se!


Meu saudoso marido adorava registrar todos os momentos em família, registros esses que ficaram eternizados em fotografias e filmes e, claro, na memória. Revendo álbuns de fotos é como se eu entrasse numa máquina do tempo e vivenciasse cada instante flagrado. São recordações de uma época feliz, sem dúvida.

Um Photo Organizer ajuda a materializar as memórias de seus clientes e o grande desafio é organizar a grande quantidade de fotos em papel que estão soltas e armazenadas em caixas pela casa do cliente, ou que foram salvas digitalmente em vários dispositivos. Uma vez organizadas as fotos, a história de cada cliente é preservada e o acesso a elas fica muito fácil e prático. 

Cathi Nelson, autora do livro 'Photo Organizing made easy' explica que para ter todas as fotos da família em um só lugar, basta reunir as ferramentas necessárias para concluir este importante trabalho. Deve-se pensar nisso como algo semelhante à construção de uma casa. Primeiro, você precisa da base e, depois, das ferramentas.

Ao organizar fotos, vivencio a história do cliente através das imagens registradas pela câmera fotográfica. Conforme vou separando as fotos, categorizando por temas e ordem cronológica, inserindo nos álbuns, sejam físicos ou digitais, acabo conhecendo cada um, como personagens de uma linda história. É um trabalho gratificante.


Imagem de organização de fotos


Qualificada pela Zezé Zimerman Photo Organizer, em seu novo escritório no Parque Residencial Savóia, construído na década de 1930 e tombado como patrimônio histórico, em 2009.

As técnicas aprendidas no curso contribuirão em meu atendimento às pessoas que são cronicamente desorganizadas, ajudando-as a manter suas principais recordações nostálgicas e cheias de afeto dos bons momentos da vida.

Estou apta a ajudar você na tarefa de organização de fotos e, ainda ofereço:
  • Montagem de álbuns personalizados
  • Digitalização de fotos
  • Criação de álbuns com memórias escolares
  • Foto-presentes
Se você quer organizar suas fotos e não encontra tempo para isso ou não sabe por onde começar, seus problemas acabaram. Yorganiza faz isso por você!

Depois de tudo organizado, você poderá reunir a família e amigos e compartilhar o registro de suas memórias e até presenteá-los com pequenos mimos, através de foto-presentes!

Faça de sua história registrada em fotos um evento maravilhoso. Experimente! Valerá a pena.

Meu abraço,
Yolanda Hollaender

Sócio fundadora da ANPOP e membro do ICD

Morar com desapego e viver de um jeito simples


Será que um apartamento ou casa pequena proporcionam conforto e aconchego para o morador? Você verá que um mobiliário planejado, aliado à organização, pode tornar um espaço reduzido num lugar agradável de se viver.

Imagem de casas pequenas geminadas ao longo da rua

A tendência das grandes cidades é viver em residências cada vez menores. As pessoas não querem mais ter raízes num mesmo lugar – querem viajar e ter moradia em lugares diferentes, sem se preocupar em ter que vender o carro, a bicicleta ou até mesmo o apartamento.

Pesquisas recentes mostram que no Brasil existem mais de 77 milhões de pessoas solteiras! Muitos moram sozinhos, trabalham fora e passam pouco tempo em casa. 

Quantos m² são necessários para se morar?

A marcenaria e a multifuncionalidade dos móveis são pontos fundamentais para a integração dos espaços, o que proporciona maior liberdade na distribuição dos cômodos e, em contrapartida, menor preocupação com a privacidade

Segundo uma reportagemdo programa Mundo S.A., do canal G1, sobre a especialização da Vitacon na concepção de apartamentos supercompactos, foram lançados em São Paulo, desde 2010, mais de 30mil apartamentos com menos de 40m², visando atender desde estudantes, jovens adultos e idosos, que preferem viver perto do trabalho e de serviços, e até moradores de outras cidades que ficam nas grandes cidades somente em dias úteis.  

A construtora Vitacon, por exemplo, projeta condomínios com apartamentos de 10m², que oferecem serviços nas áreas comuns como: Academia, Lavanderia e Cozinha compartilhadas, Coworking, Salas de Reunião e até Sala de Ferramentas. Pode-se, também, contar com bicicletas e carros compartilhados.

Esses são os novos termos que daqui para a frente, farão parte do vocabulário de quem está procurando um imóvel para comprar ou alugar, nas grandes cidades:

Compactos Inteligentes – apartamentos com metragem pequena, a partir de 10m².

Economia Compartilhada – a área comum do prédio é uma extensão da casa.

Mobiliário Inteligente – móveis com várias funcionalidades, sendo possível configurá-los para cada momento do dia (uma mesa vira escritório, depois de fechada consegue-se transformá-la para uma mesa de jantar e, uma vez recolhida, vira um ambiente de dormir).

Tecnologia Embarcada – torna tudo simples e fácil, como por exemplo a fechadura automatizada que se abre com um aplicativo no celular.

Central de Inteligência – pode-se controlar qualquer um dos aparelhos por voz ou apertar um botão de uma geladeira inteligente para fazer a lista de compras ou ver uma receita preferida.




E a organização dos espaços reduzidos, como fica?

Morar em residências compactas é um estilo de vida para quem vive nos centros urbanos. 

É necessário se desapegar dos bens e de ser uma pessoa acumuladora, passando a ser minimalista. Será preciso adaptar-se a ter menos e optar por uma vida mais simples.
Segundo o professor de Antropologia da USP José Guilherme Magnani, nos apartamentos supercompactos a casa se converte em um ‘refúgio’, um lugar de absoluta vivência individual.

Mesmo optando por ter residências menores, o incentivo ao consumo não diminui. Como resolver isso?

  • Parece óbvio, mas a principal ação é comprar menos porque ter muitas coisas não faz a pessoa melhor.
  • Esvazie os armários e escolha o que é essencial e o que vai manter, desde que caibam nos ambientes destinados para guardar, criando soluções para o espaço disponível.
  • O guarda-roupa cápsula é uma boa opção: o conceito é ter 36 peças de roupa, número suficiente para as 4 estações do ano. Vale tentar o desafio!

Imagem de roupas e acessórios, formando looks e compondo o guarda-roupa cápsula

  • Diminua para 2 ou 3 jogos de roupa de cama, mesa e banho, que atendem bem às necessidades: um jogo em uso, o outro na lavanderia e um de reserva.
  • Mantenha apenas 2 jogos de louça e talheres para até 4 pessoas, um jogo para o dia a dia e um para ocasiões especiais.
  • Estoque pequena quantidade de mantimentos, calculando que dure por uma semana. 
  • Conserve o material de higiene e de limpeza, apenas os que estão abertos e, conforme forem acabando, preencha na lista de compras, assim facilita da próxima vez em que for ao mercado.
  • Utilize como arquivo uma pasta classificadora de A a Z ou de 01 a 31 para documentos pessoais, contas a pagar e contas quitadas – ocupa pouco espaço e mantém todos os papéis juntos para consulta, quando precisar.
  • Quando os cômodos são pequenos, o uso de um espelho dá maior amplitude aos espaços. Poucos objetos sobre mesas e balcões facilitam a conservação e limpeza dos ambientes.

Há de chegar o dia em que a solução de moradia será como nos desenhos de Hanna-Barbera ‘Os Jetsons’ com suas cidades flutuantes – hoje, já existem roupas sendo confeccionadas à base da nanotecnologia, refeições balanceadas e desidratadas, carros elétricos sem motorista... Só falta, então, a construção de casas compactas no espaço aéreo.   

A falta de imaginação é o maior limitador, e não a metragem. Veja as dicas de Darlene Bertolini de como tornar apartamentos pequenos funcionais e práticos.



Ficou difícil organizar sua nova moradia supercompacta? Uma Personal Organizer está apta a te ajudar. Chame Yorganiza para apresentar a você soluções para seus problemas de organização!


Meu abraço,

Yolanda Hollaender


Sócio-fundadora da ANPOP e membro do ICD

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Agradecimentos

Ari Hollaender - consultoria em Marketing

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