Armário não é Museu


Você tem armários superlotados e acha que não tem o que vestir? Está na hora de fazer uma análise de todas as peças e acessórios que estão no seu guarda-roupa. Você vai descobrir que tem muito mais do que imagina! 

Banco de Imagens PxHere 

Já existe o serviço, como o Terapia do Guarda-roupa, em que a produtora de moda Patrizia Ramalho faz uma avaliação do que está sobrando ou faltando no armário, sugerindo composições que valorizam o tipo físico e estilo de vida do cliente. Segundo a profissional, 'o resultado é um armário prático, só com roupas usáveis'.  

Colocando em prática uma avaliação de seu guarda-roupa

Se você mesma prefere fazer uma autoanálise para saber se tem ou não roupa suficiente, a primeira pergunta é para reflexão: 

Qual é a sensação que você tem quando abre a porta de seu guarda-roupa, ou entra no closet? 

Se a resposta for 'sinto-me satisfeita', então meus parabéns - você não tem excessos e sabe coordenar bem seus looks - você já tem definido um estilo próprio e é uma pessoa organizada e tem tudo no devido lugar!  

Caso a resposta seja 'me sinto frustrada, porque tenho acúmulo de roupas e não sei o que escolher na hora de me vestir', que tal fazer um pequeno exercício de terapia do guarda-roupa

As 5 perguntas a seguir são para que você, ao responder com honestidade, verifique se seus armários estão funcionais, com roupas que combinam entre si. Assim, você terá uma ideia de como está a organização de seus armários e quais as peças de roupa e complementos você usa, de fato. 
  1. Acha com facilidade suas roupas e acessórios?
  2. As roupas estão guardadas, de forma que não fiquem amassadas?
  3. Se você usa caixas organizadoras para acomodar suas coisas, consegue identificar o que guardou em cada caixa? 
  4. Tudo o que você tem guardado nos armários é usado?
  5. Qual é sua maior dificuldade na composição dos looks?
Feito o exercício, veja na lista de dicas a seguir se você aplica algumas delas e, dessa forma, quebrar o paradigma de que você não tem nada para vestir. Afinal, armário não é museu!

Dicas para organizar o armário
  • Tudo o que você tem precisa estar visível, senão corre-se o risco de não se lembrar de peças que combinem com as roupas mais usadas e que possam formar um novo look;
  • Padronizando os cabides, as roupas ficam numa altura homogênea e fica mais fácil serem visualizadas;
  • Nas prateleiras ou gavetas, mantenha peças que possam ser dobradas e de preferência as de tecido que não amassem tanto;
  • Se for usar caixas organizadoras, use etiquetas para que você se lembre e possa localizar mais facilmente o que tem dentro delas;
  • De uma estação para outra você saberá o que mais gosta de usar. Então, se passou 3 ou 4 estações e algumas roupas ficaram sem uso, é hora de pensar em se desapegar e separá-las;
  • Faça composições com as roupas que estão no seu armário. Combine calças com várias blusas. Casacos com vestidos ou saias. Os acessórios ajudam a deixar a mesma roupa com uma aparência diferente. 
Tem um canal do YouTube que gosto muito e recomendo: @vitoriaportes. Assista 10 Peças essenciais no armário femininoVitoria Portes indica peças básicas, curingas e essenciais que devem estar no armário de qualquer mulher e que vão ajudar a compor os looks e ainda estar bem vestida sem grandes esforços.

Sugestões de como se livrar das roupas e acessórios que você separou

Agora que você separou roupas e acessórios, que só estavam fazendo volume em seu guarda-roupa, é hora de descartar. Veja como!

Uma boa causa: Doação de roupas - existem várias entidades que aceitam e coletam roupas usadas em bom estado - antes de fazer a doação, deixe as peças limpas e dobradas - você estará ajudando muitas famílias necessitadas. Algumas entidades promovem bazar com as melhores peças. Os mais conceituados são UNIBES, Casas André Luiz, Exército da Salvação. Procure no site da Prefeitura de sua cidade quais os pontos de coleta de roupa e objetos, principalmente durante as campanhas de Inverno!

Recorra aos brechós - transforme sua roupa usada em dinheiro, deixando-as em brechós. Alguns deles compram lotes de roupas usadas em bom estado e outros aceitam em consignação. Procure brechós em sua região - você vai se surpreender com a quantidade de lojas que revendem roupas usadas!

Sessão de trocas de usados - promova uma reunião com amigos e familiares em sua casa, ou no salão do condomínio onde você mora, e proponha a troca de peças de roupas, acessórios e outros objetos. Será pura diversão. Que tal experimentar? 


Diminua a quantidade de roupas que você já não usa mais, selecione peças que combinem entre si e viva com mais liberdade! 


Quando for às compras e se deparar com uma peça 'maravilhosa' na vitrine, pense o seguinte: 
  • essa roupa combina com outras peças que tenho em meu guarda-roupa? 
  • em que ocasião eu vou usá-la?
  • ao comprar essa roupa, a despesa não vai pesar no meu orçamento? 
  • preciso mesmo dessa roupa ou acessório?
  • se pairar alguma dúvida, aguarde alguns dias e adie a compra. Melhor comprar quando precisar, e não por impulso.
Conte nos comentários como é sua relação com seu guarda-roupa e se as dicas ajudaram você a se desfazer de roupas que nem lembrava mais que tinha em algum lugar dentro do Museu, ops... do Armário!  

Precisando de uma consultoria, Yorganiza é uma boa opção. 

Meu abraço,
Yolanda Hollaender 
Sócio-fundadora da ANPOP e membro do ICD
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2 comentários:

  1. Yolanda, nesse material de nome apropriado "Armário não é museu" percebemos como as pessoas, inconscientemente, querem se perpetuar de alguma forma.Alguns apreciam ter seus nomes estampados no portal de suas lojas ou empresas e até de seus produtos, outros ostentam com orgulho o nome da família e a grande maioria, não se desfaz do que nem os representa ou que não usa mais, por pura vaidade, por um desejo interno de "sou dono" ou "é meu". Uma necessidade premente de se manter notado de alguma forma. Ao guardar coisas não mais utilizáveis, a pessoa pensa se preservar para um futuro onde quer muito não ser esquecida.Isso sempre foi o martírio do ser humano - o desejo de ser imortal

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    1. Agradeço o comentário, Luiza. Importante e bem verdadeiro seu relato. Complementando: você mencionou a palavra 'vaidade' que na sua essência significa 'vazio'. Muitas pessoas necessitam preencher o vazio em suas vidas, dando um significado ilusório ao comprar roupas de marca e acessórios caríssimos para satisfazerem uma necessidade momentânea, que se desfaz tão logo 'desfilem' com a nova aquisição. Depois disso, o vazio volta a incomodar e, assim, a compulsão por coisas novas continua.

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Ari Hollaender - consultoria em Marketing

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